Criatividade: como ir além das ideias habituais?

Todo mundo tem seu lado criativo. Mas há pessoas que sabem usar sua criatividade de maneira mais produtiva, resultando em maior destaque no campo pessoal e profissional.
A criatividade é determinada por processos cerebrais complexos que envolvem a interação entre os dois hemisférios cerebrais (não se pensa mais em termos de “hemisfério esquerdo” lógico, realista e “hemisfério direito” criativo, intuitivo).
Praticamente, todas as áreas cerebrais estão envolvidas no processo criativo. Mais que as áreas cerebrais envolvidas, são importantes os diversos circuitos cerebrais que ligam as diversas áreas e como eles interagem para produzir tudo o que constitui a nossa mente.
Em geral, se imagina que o ato criativo surge do “nada”, como algo que “cai do céu” na mente da pessoa. Sabe-se hoje que não é bem assim: o ato criativo é o resultado final de um processo que se desenvolve desde a elaboração (consciente e inconsciente) até a realização do “estalo” criativo.
Uma pessoa altamente criativa é aquela capaz de trazer algo novo ou inusitado, que foge aos padrões habituais já conhecidos. A criatividade depende, em parte, da inteligência, das habilidades e da bagagem cultural da pessoa. No entanto, para aprofundar sua criatividade, é preciso mais do que isso. A pessoa precisa ter um objetivo em mente, um desafio, algo que faça alavancar ideias diferenciadas.
A estimulação da criatividade começa já na infância, quando se oferece a chance de desenvolver habilidades de modo amplo, diversificado, dando a liberdade de buscar novos interesses e experimentar novas atividades (desde que não haja risco significativo, claro!).
Essa “abertura” a diversas possibilidades permite que a criança tenha um desenvolvimento criativo mais amplo do que aquela que passou a infância restrita a atividades comuns, limitadas ou repetitivas. Para o adulto, desenvolver criatividade depende da ruptura de possíveis padrões rígidos de pensamento já bem estabelecidos, do desenvolvimento do interesse por outros modos de pensar e experimentar, fugindo daquilo que a pessoa já está “acostumada”. Tal desenvolvimento, muitas vezes, depende de um acompanhamento psicoterápico, uma vez que, frequentemente, a pessoa não consegue, por si mesma, fazer essa ruptura, esse movimento de liberdade.
Administradores

DIFAL: O que é e como será aplicado ao seu negócio

A palavra Difal é um acrônimo para “diferencial de alíquota”, e diz respeito à diferença entre alíquotas de ICMS nas vendas interestaduais. Os estados têm dois tipos de alíquotas de ICMS: a interna e a externa. A alíquota interna é praticada dentro do estado e varia entre 17% e 18%. A alíquota externa é praticada nas vendas entre um estado e outro e são bem mais baixas entre 7% e 12%. Por que as alíquotas externas são menores? É porque o ICMS é recolhido no estado de origem. Há uma vantagem em cobrar alíquotas menores nas operações interestaduais: como o recolhimento de impostos é menor, o preço ao consumidor do estado de destino é menor também; assim, o estado de origem retém todo o imposto e obtém uma receita que não existiria se a alíquota fosse a mesma das operações internas.
Veja-se o caso do estado de São Paulo: as operações interestaduais não geram imposto para o estado de destino. Por isso, os estados instituíram o diferencial de alíquota: quando uma empresa compra produtos de outro estado, tem de pagar a diferença entre a alíquota interna do estado de destino. Com isso o estado de destino atinge dois propósitos: aumenta a arrecadação interna e reforça a competitividade de suas empresas.
A diferença de alíquota é o pontapé inicial da guerra fiscal entre os estados. Nada disso é novo: essa realizadade já existe há décadas. Então, o que há de novo? Até poucos anos atrás, as vendas interestaduais ocorriam entre empresas, que têm de fazer uma declaração fiscal mostrando a origem de cada compra e destino de cada venda. Assim, as próprias empresas faziam o recolhimento do imposto referente ao diferencial da alíquota.
Essa realidade mudou com o advento do comércio eletrônico. Quem faz as compras no comércio eletrônico são principalmente consumidores finais. Como as principais redes de comércio eletrônico estão sediadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e os consumidos não fazem declarações de ICMS, tornou-se impossível aplicar o diferencial de alíquota sobre as vendas do comércio eletônico, e toda esta receita de ICMS ficou concentrada no Rio de Janeiro e São Paulo.Para equacionar esse problema, foi proposta uma emenda à Constituição, determinando que, a partirde 2019, o imposto das vendas interestaduais ao consumidor final será recolhido ao estado de destino, Haverá um período de transição no qual o ICMS será partilhado, começamdo com 20% para o estado de destino em 2015 e progredindo até atingir 100% a partir de 2019. Também há um acréscimo de até 2% para compor o FCP (Fundo de Combate à Pobreza), que incide sobre grupos de produtos pré-estabelecidos.
A introdução da Difal, naturalmente, gerou polêmicas. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada pela OAB ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as empresas optantes pelo Simples fossem excluídas da Difal, ainda não julgada. Em um país como o nosso, tão prodígio em idas e vindas tributárias, não é improvável que novos e confusos capítulos venham a ocorrer nessas batalhas da guerra fiscal.
Jornal do Comércio

Empresas do Simples perdem milhões ao pagar impostos duplicados

Isso porque, nestes regimes, o imposto sobre toda a cadeia produtiva deveria ser pago somente pela indústria logo na saída do produto. Porém, o Fisco não vinha fazendo essa distinção, aplicando a alíquota indiscriminadamente aos distribuidores e comerciantes.
Sofrem com isso, em geral, bares e restaurantes, farmácias, casas de shows, mercados, postos de gasolina e demais estabelecimentos que comercializem produtos incluídos na substituição tributária e no PIS/Cofins monofásico, como álcool, gasolina, óleo diesel, veículos, autopeças, pneus, bebidas frias, artigos de perfumaria e fármacos.
“A Receita buscou solucionar essa questão permitindo que os empresários recuperem estes valores por meio de créditos tributários, mas são poucos os que conhecem este direito”, afirma Thiago Paiva, advogado tributário da Tributarie, consultoria do Grupo Brugnara.
A compensação pode ser realizada por meio de plataforma específica dentro do portal do Simples Nacional. O advogado aconselha que a operacionalização dessa ferramenta seja feita com o auxílio de um profissional da área tributária.
“São milhões em créditos tributários à espera de serem pleiteados por estas empresas por meio de um instrumento legal avalizado pela própria Receita, mas muitos ainda preferem sonegar impostos em vez de fazer valer o seu direito”, diz Paiva.
Segundo o especialista, a recuperação de créditos destes e de outros tipos de tributos tem feito diversos escritórios de advocacia investir num serviço chamado de compliance tributário. O objetivo, com isso, é encontrar nas empresas impostos que estão sendo pagos indevidamente e reivindicar os créditos por meio de medidas na esfera administrativa.
“A certeza é tamanha de que essas empresas estão recolhendo tributos a mais que, em muitos casos, estes escritórios só cobram o honorário se obtiverem sucesso na recuperação dos créditos tributários”, afirma o advogado tributário.
Ipecont

Ganho decorrente de empréstimo está sujeito ao IRPJ e a CSLL

O ganho decorrente de reembolso de empréstimo será tributado pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Para a Receita Federal, independente da forma de sua contabilização, os ganhos apurados decorrentes de reembolsos recebidos pelo emprestador de ações, relativos aos valores distribuídos pela companhia que as emitiu durante o decurso do contrato de empréstimo, devem ser considerados no cálculo do valor a ser oferecido à tributação no momento em que essas ações forem alienadas.
Por se tratar de rendimento, o valor repassado ao emprestador que supera o custo de aquisição das ações deve ser tributado como receita financeira.
Siga o Fisco

Receita deve liberar consulta ao último lote do IR 2016

Serão liberadas também restituições dos exercícios de 2008 a 2015 de declarações que deixaram a malha fina. O crédito bancário para os contribuintes incluídos na lista será feito no próximo dia 15.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte terá que acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone, no número 146.
O Fisco disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita a consulta às declarações e à situação cadastral no CPF.
Os contribuintes que não forem relacionados no último lote terão que aguardar a liberação de lotes residuais no próximo ano.
O supervisor do Imposto de Renda, Joaquim Adir, disse à Agência Brasil que quem retificou a declaração nos últimos dias não entrará mais no último lote e terá que aguardar.
Para evitar ficar em malha, o contribuinte deve consultar a página da Receita, serviço e-CAC, para verificar o extrato da declaração.
No endereço é possível saber se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.
Todos os anos a Receita Federal libera sete lotes regulares de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física a partir de junho. O último lote é sempre programado para dezembro. Os valores são corrigidos pela taxa básica de juros (Selic).
Diário do Comércio

Novo Código Comercial vai mudar rotina das empresas

Após cinco anos de discussões no Congresso, o polêmico projeto que propõe a criação de um Código Comercial deve ser votado nesta quarta-feira por uma comissão especial da Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguirá para o plenário. A proposta, que desde o início sofreu grande resistência do empresariado e de profissionais do direito, efetua inúmeras alterações no cotidiano das empresas. Quem é contra o novo código argumenta que a medida traria altíssimos e desnecessários gastos para as empresas, já adaptadas ao Código Civil que seguem desde 1917.
Uma versão final do projeto, em consenso com entidades empresariais, só foi possível após um longo período de negociação e a flexibilização de pontos do projeto original. Uma das previsões mais importantes é a que permite a aplicação do Código de Defesa do Consumidor às relações entre micro e pequenas empresas e as companhias de porte maior, uma reivindicação apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Os contratos são geralmente impostos pelos grandes, sem negociação justa”, diz a diretora jurídica da entidade, Luciana Freire.
Além disso, há a previsão de medidas de proteção relacionadas à fiscalização das empresas. A versão final estabelece que fiscalizações presenciais, de rotina, terão de ser comunicadas com antecedência de 48 horas. Além disso, proíbe as fiscalizações simultâneas – de órgãos do meio ambiente e do Ministério do Trabalho, por exemplo. Quando necessário o elemento surpresa, a fiscalização dependeria de ordem judicial.
Outra mudança importante altera o procedimento judicial da penhora on-line. Hoje, um só juiz pode determinar a penhora. Se o texto for aprovado, a ordem dependerá de um colegiado para valores acima de R$ 20 mil. Uma questão polêmica trata das falências transnacionais. A proposta equipara os estrangeiros com créditos fora do país aos credores quirografários (sem garantias) no processo de falência no Brasil. Há ainda mudanças para o registro de empresa. Grande parte dos registros passarão a ser feitos nas Juntas Comerciais e não mais em cartórios.
Proposta sofre resistência de especialistas
O projeto do novo Código Comercial enfrenta a resistência de especialistas e empresários que não veem a necessidade de novas leis para regular o mercado. O debate ficou tão intenso que no começo do semestre, na iminência de ser votada, a proposta parou de tramitar. Setores empresariais entendiam que precisava ser amadurecida. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) foi uma das entidades que se manifestaram contra a votação. Alegando que a versão atual do projeto precisava ser aprimorada, o presidente Paulo Skaf chegou a enviar carta ao relator pedindo que a tramitação fosse suspensa. O debate foi, então, reaberto.
O novo código pretende concentrar em um único livro leis relacionadas às sociedades, comércio eletrônico e direito marítimo. Será uma reunião de regras sobre as relações empresariais. Algo semelhante ao que já existiu no país no passado. O primeiro código comercial brasileiro é da época de Dom Pedro II. Promulgado em 1850, tratava, além das relações comerciais em geral, de falências e direito marítimo.
Com o passar do tempo, partes foram sendo revogadas ou substituídas. Hoje não existe mais um código exclusivamente comercial. Parte das questões é tratada no Código Civil de 2002 e há partes em legislações esparsas. Todo o trecho relacionado ao direito marítimo, no entanto, ainda corresponde às normas da época de Dom Pedro.
“Nenhuma lei nova é boa para todo mundo. Mexe com interesses. Umas pessoas perdem e outras ganham”, analisa o professor Fábio Ulhoa Coelho, autor do livro que serviu de base para a construção do novo código, sobre as polêmicas que envolvem a tramitação do projeto na Câmara Federal. “O que se tem que discutir é quantas pessoas vão ganhar e quantas vão perder. Se poucas vão ganhar e muitas vão perder, essa lei é ruim. Mas se muitas vão ganhar e poucas vão perder, ela é boa”, acrescenta.
Ulhoa faz parte da comissão de juristas do novo código e tem envolvimento direto nas negociações com o setor empresarial. Ele entende que quando se cria a oportunidade para conversas, elas são produtivas. “Porque a pessoa que lê o artigo pode ver coisas que quem escreveu nunca imaginou”, diz. “E o que se quer, afinal, é melhorar o ambiente de negócios. Um código comercial só pode ser a favor das empresas”.
Foi a partir dessas conversas que se começou a costurar uma versão com pontos que tornam menos polêmico o projeto. Também foram esclarecidas questões ainda criticadas, mas que já não fazem mais parte do código. Entre elas, um trecho sobre a função social da empresa. Na versão original, constava como um dos princípios gerais do código e o artigo 7º trazia o conceito. Ambos foram retirados do projeto no ano passado. Um outro ponto polêmico, que permitia ao Ministério Público pedir a anulação do registro das empresas em caso de descumprimento de sua função social também foi extinto.
E, por outro lado, medidas protetivas foram inseridas. O último substitutivo aprovado pela comissão incluiu no projeto do novo código, por exemplo, questões relacionadas à fiscalização das companhias. A versão atual prevê que as fiscalizações presenciais, de rotina, deverão ser comunicadas às empresas com antecedência de 48 horas. Além disso, ficarão proibidas as fiscalizações simultâneas (do meio ambiente e do trabalho, por exemplo, no mesmo dia e hora). E, quando necessário o elemento surpresa, a fiscalização dependeria de ordem judicial.
O novo código prevê ainda mudanças na sistemática atual da penhora on-line. Hoje, um único juiz decide. A partir da proposta da comissão, se aprovada, será necessário um colegiado para decidir sobre valores acima de R$ 20 mil.
Valor Econômico

Idade mínima de aposentadoria será 65 anos

A proposta de Reforma da Previdência apresentada nesta segunda-feira (05/12) pelo governo estipula uma idade mínima de aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres.
Atualmente, não há uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem. Eles podem pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 35 anos no dos homens.
Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e o tempo de contribuição.
O presidente e a equipe econômica do governo conduzem uma reunião com os líderes da base aliada na Câmara e no Senado para apresentar o texto da reforma. A proposta será encaminhado ao Congresso Nacional na terça-feira (06/12).
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu que os parlamentares façam o debate com os críticos à proposta durante a tramitação no Congresso.
“Cito como curiosidade o primeiro regime previdenciário brasileiro em 1934 tinha idade mínima de 65 anos, que é a idade que está sendo proposta agora”, afirmou Padilha, ao abrir a reunião com os parlamentares.
O ministro admitiu que o assunto é “árido” mas disse que as mudanças precisam ser feitas. O conteúdo da proposta ainda não foi divulgado pelo Palácio do Planalto.
Ainda hoje as centrais sindicais vão se reunir com Padilha para discutir o assunto.
Em discurso aos senadores e deputados, Michel Temer reconheceu também que o assunto é “espinhoso” e que é preciso “equilíbrio, serenidade e transparência” na tramitação do projeto.
Temer lembrou que, como a reforma será encaminhada por meio de proposta de emenda à Constituição, não caberá a ele sancionar ou vetar a medida, já que após as aprovações no Congresso as mudanças serão promulgadas.
Ele acrescentou ainda que “É lá [no Parlamento] que vários setores e as centrais sindicais irão se dirigir para postulações”, acrescentou.
TRANSIÇÃO
O presidente Michel Temer destacou nesta segunda-feira (05/12) que as regras de transição da Reforma da Previdência serão importantes para que diferentes grupos etários e pessoas que já têm um maior histórico de contribuição previdenciária possam ter uma “passagem mais tranquila” para o próximo modelo.
“Quem tiver mais 50 de anos terá uma regra de transição para uma aposentadoria mais suave”, afirmou, em reunião com líderes da base aliada no Congresso.
Temer lembrou que o Parlamento já aprovou diversas pequenas reformas previdenciárias, mas comentou a importância de se realizar uma reforma definitiva agora.
“Ou enfrentamos o problema de frente ou vamos condenar as pessoas a baterem nas portas da Previdência para nada receberem. A reforma é imprescindível para a manutenção do conjunto dos benefícios previdenciários. Reformar hoje a Previdência é a única garantia para o futuro”, enfatizou.
De acordo com ele, o governo levou em conta “as realidades existentes” para a confecção da proposta do Executivo, mas o presidente lembrou que a palavra final sobre o modelo de reforma será dada pelo Legislativo, a quem caberá debater a matéria.
“Todo o debate se dá no Parlamento e é lá que os diversos setores irão registrar os seus argumentos, mas peço a líderes que levem em conta essa realidade. Mais adiante, também, há razões técnicas que serão levadas ao Congresso pelos técnicos do governo. Quero chegar a um bom termo para a reforma da Previdência”, completou.
NECESSIDADE
Num discurso em que não foram apresentados os detalhes da reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (05/12), em reunião com o presidente Michel Temer e líderes da base aliada no Congresso, que a reforma “não é desejo, a essa altura não chamaria nem de decisão”.
“É uma necessidade. Se não fizermos isso, vamos ter um problema grave”, disse.
Assim como fez o presidente Temer em sua fala, Meirelles destacou que a população brasileira está vivendo mais e que essa “boa notícia” é algo ruim para a Previdência.
“Isso é bom, estamos vivendo mais, mas sustentar isso requer trabalhar mais”, disse.
“No Brasil, temos regime solidário, trabalhadores da ativa pagam benefício de aposentados”, lembrou, destacando que o País está envelhecendo rapidamente.
Meirelles chamou a situação de “dramática” e disse que “mais do que se preocupar com a idade da aposentadoria, é importante saber que o beneficiário vai receber”. “Temos que enfrentar esse problema enquanto há tempo”, completou.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avaliou que a reforma da Previdenciária permitirá ao País sonhar com patamar de taxa de juros diferente do que existe na economia brasileira. “Não é no corrente que vai reduzir a taxa de juros”, ponderou.
Em discurso na reunião de apresentação da proposta de reforma pelo presidente Michel Temer, Maia disse ter certeza que a emenda constitucional da reforma será decisiva para o futuro do País.
Diário do Comércio

Quando, como e o que esperar do novo Refis

Após dois anos do último Refis de débitos tributários federais, muitos contribuintes já se perguntam quando e como será o próximo programa de parcelamento especial a ser disponibilizado pela Receita Federal do Brasil. Há, inclusive, informações de que o Planalto estaria avaliando um novo Refis, considerando critérios econômicos atuais de baixa arrecadação. Mesmo sabendo que cada Refis possui requisitos autônomos e, necessariamente, depende de movimentação política para a criação de uma lei, é possível projetar determinados elementos comuns a um eventual novo Refis com base em critérios essencialmente técnicos. Fazendo uma leitura sistemática dos últimos parcelamentos, é possível responder quando, como e o que esperar de um novo Refis.
Quando: a partir do primeiro semestre de 2017. Por quê? Ainda restam as fases de consolidação dos Refis criados pelas Leis nº 12.865/2013 e 12.973/2014, programas cujas adesões ocorreram entre 2013 e 2014. A consolidação é o momento em que o contribuinte seleciona os débitos que efetivamente pretende parcelar e informa as condições do prazo de pagamento. A expectativa é que estas consolidações sejam disponibilizadas ainda em 2016 ou 2017 para, então, ter um novo Refis.
Como: os mesmos benefícios fiscais já concedidos pela Lei nº 11.941/2009. Por qual motivo? O denominado Refis da Crise foi instituí- do em 2009 e é o atual modelo de legislação e do sistema existente na RFB e PGFN. Tecnicamente, não houve Refis inédito depois de 2009, pois os muitos que vieram na sequência apenas reabriram as idênticas condições de redução de juros e multas. Mesmo com críticas de operacionalização e algumas falhas, é o sistema que vem sendo empregado há mais de sete anos e que tem atingido ní- veis satisfatórios na arrecadação. O que esperar: alcançará débitos vencidos entre dezembro/2015 a dezembro/2016, além de pagamento de uma antecipação.
Quais os motivos? O primeiro justifica-se, porque o último Refis acobertava débitos tributários vencidos até dezembro/2013, sendo certo que um novo parcelamento certamente ampliará a política para débitos recentes. Já o segundo baseia-se na condição imposta também no último Refis, que foi a quitação de um pedágio entre 5% a 20% do débito reduzido.
Essa antecipação, que amortiza o valor parcelado, mostrou-se um relevante mecanismo de arrecadação, já que antecipa uma parte considerável do débito já na fase adesão. Muito mais do que um sistema de pagamento com benefícios, um novo Refis deve ser encarado como uma política fiscal para os dois lados: o do contribuinte, para que regularize seus débitos frente ao custo da oportunidade, dando continuidade à atividade empresarial que desenvolve; e do Fisco, para que promova uma arrecadação e destinação equilibrada dos recursos.
Fenacon

Fenacon pede alteração em data de entrega da DIRF

A Fenacon encaminhou a Secretaria da Receita Federal do Brasil ofício solicitando que a data de entrega da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – DIRF, relativa ao ano-calendário de 2016 seja mantida para o último dia de fevereiro de 2017.
Esse pedido ocorreu porque no último dia 22, a Receita divulgou Instrução Normativa nº 1671, que estabelece o dia 15/2/2017 como data limite para a entrega da DIRF. Comparando com as regras estabelecidas para a DIRF do ano-calendário 2015, a data de entrega foi antecipada em 15 dias.
O documento cita ainda alguns pontos, tais como:
Normalmente, no mês de ferreiro temos o feriado do carnaval, o que já diminui consideravelmente o tempo para elaboração dessa obrigação;
Demora no fornecimento dos Comprovantes de Rendimentos por parte das Instituições Financeiras, das Administradores de Cartões de Crédito, etc;
Volume grande de trabalho no início do ano para encerramento das contabilidades;
90% das empresas no Brasil não tem sistemas integrados e informatizados, logo a remessa e fluxo de documentos para encerramento dos balanços é morosa.
Fenacon

Empresários que fecharam contam o que aprenderam com os erros

Se o momento econômico não é bom para os negócios, as micro e pequenas empresas são as que mais sofrem com isso.
Os dados demonstram: segundo a Serasa Experian, os pedidos de recuperação judicial bateram recorde histórico de janeiro a outubro (1.600) em relação ao período equivalente de 2015. A alta é puxada pelas empresas de menor porte (990), com alta de 91,5% nos pedidos.
“Há um impacto duplo na recessão: a queda na receita e o aumento dos custos”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.
Por mais que a diminuição no caixa e a restrição ao crédito imponham desafios, a razão central da implosão das micro e pequenas empresas é mais antiga.
A taxa histórica de mortalidade nos dois primeiros anos beira os 30%, segundo Enio Pinto, gerente nacional de atendimento do Sebrae, e 2016 deve fechar acima desse índice.
“A principal razão é o amadorismo. São pessoas que têm afinidade com a operação do negócio, mas não entendem de administração”, afirma o especialista. “É como querer ser médico sem ter estudado medicina.”
O coordenador-adjunto do Centro de Empreendedorismo da FGV (Fundação Getulio Vargas), Marcelo Aidar, destaca outro erro capital: subestimar o mercado, achando que certo produto ou serviço fará sucesso na região, ou não atingir o público ou o tíquete médio previstos.”Não há dinheiro ou recursos que supram a falta de clientes”, atesta.
A empresária Joyce Venâncio, hoje dona da marca de bonecas artesanais Preta Pretinha, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), aprendeu isso na marra.
Em 1998, ela abriu um café com duas irmãs no Jardim Bonfiglioli (também na zona oeste), que não passou de um ano e meio.
“Hoje eu vejo como os empreendedores ficam deslumbrados. O Fran’s Café estava bombando naquela época e fizemos um café requintado, mas sem nenhum planejamento”, afirma.
Resultado: “Os moradores do bairro esperavam até o final de semana para se vestir melhor e tomar um cafezinho”, lembra.
“Me descapitalizei bastante, tive de voltar para o mercado de trabalho.”
Já o empresário João Gilberto Sanzovo, 32, deixou passar despercebido outro detalhe. Recém-formados em engenharia, em 2009, ele e mais dois amigos da faculdade transformaram a vontade de empreender na AJK Tech, uma startup de dispositivos de preços eletrônicos para gôndolas de supermercado.
Depois de equipar uma loja inteira com a tecnologia, em Jaú (interior de São Paulo) e atrair a atenção de clientes em uma feira do setor, apareceu o gargalo.
A empresa parceira que fornecia o display, na Itália, não conseguia enviar as remessas seguintes solicitadas. Pior: os equipamentos já instalados apresentaram defeito e deixavam os números deformados na tela.
“Aprendi algo básico para quem estuda marketing. Não se pode depender de um fornecedor só”, afirma Sanzovo.
Hoje sócio de três startups, ele aplicou o aprendizado na Link Monitoramento, empresa de rastreamento de veículos, para a qual mais se dedica. “Faço um balanço entre fornecedores do hardware, mão de obra terceirizada e operadoras de celular conforme a região e a demanda”, diz o empresário.
UOL