Empreendedorismo: saiba como fazer sua empresa crescer em tempos de crise

Apesar da economia exibir alguns sinais de recuperação, os empresários ainda sentem os efeitos da crise econômica. Aliado ao cenário ruim para investimentos, a falta de planejamento pode levar ao fechamento de uma empresa. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes de completarem cinco anos. Para driblar as dificuldades, muitos empreendedores buscam maneiras cada vez mais criativas e inovadoras para se manterem no mercado.
Especialista afirma que dono de empresa deve pensar grande por meio de metas agressivas, mas ao mesmo tempo, realistas
Para o consultor e sócio da TIEX, empresa de consultoria e gestão corporativa, Fábio Yamamoto, o segredo para passar por momentos delicados é aprender com os erros, e mesmo na situação mais difícil, questionar as atitudes tomadas para se ter êxito no futuro. Segundo o especialista, é preciso fazer as seguintes questões: o que realmente importa? O que efetivamente deve ser feito para passar pela crise mais fortalecido? Pensando nisso, Yamamoto dá algumas dicas para aumentar a rentabilidade e impulsionar seu negócio.
Pense grande
De acordo com o especialista, o ideal é pensar grande por meio de metas agressivas. Segundo ele, ter grandes aspirações, poderá dar a dimensão dos desafios que precisarão ser enfrentados para fazer com que o negócio tenha prosperidade. Afinal, os desafios continuarão sendo grandes se você optar por pensar pequeno.
No entanto, Yamamoto lembra que as metas precisam ser agressivas, mas realistas. Segundo o especialista, muitos empreendedores acabam “perdendo o gás” por objetivos inatingíveis. Por isso, evite estabelecer objetivos impossíveis em um primeiro momento. É importante lembrar que as metas mais difíceis serão alcançadas a longo prazo.
Cliente é a razão de tudo
O cliente é a principal razão para a existência de um negócio. Afinal, o empreendedor só abre uma empresa porque, em algum momento, vislumbrou um potencial mercado ou cliente a ser atendido. Segundo Yamamoto, não se trata da velha máxima de que “o cliente sempre tem a razão”, mas sim, de fidelizar o consumidor.
Para vencer este desafio, é preciso oferecer excelência em seu produto ou serviço. É importante entender que, em muitos momentos, a relação cliente-fornecedor vai além dos aspecto puramente comercial e passa para uma ideia de parceria e identificação.
Dividir para conquistar
Segundo Yamamoto, o tempo é o principal limitador do crescimento. Não há obstáculo impossível de ser transposto, exceto o tempo. Por isso, ter mais pessoas para compartilhar tarefas e multiplicar o tempo pode ser uma boa saída. Além de ir atrás de profissionais qualificados para ajudar no crescimento da companhia, a possibilidade de ter novos sócios não pode ser descartada.
Para o especialista, dividir o bolo não deve ser encarado como algo negativo, como uma perda, pois o principal objetivo neste caso é ter um pedaço menor de algo muito maior. Você prefere ter 100% de um bolo que vale R$ 1 milhão ou 10% de um bolo que vale R$ 100 milhões?
Pense de forma perene
Pensar de forma perene não significa imaginar que o negócio vai existir por toda a eternidade. No entanto, ter uma visão de longo prazo é importante para que as decisões não sejam baseadas única e exclusivamente em resultados imediatos. Avaliar o impacto que as ações do presente terão sobre o futuro pode fazer diferença. Análises desse tipo podem, inclusive, indicar se vale a pena continuar o negócio ou não.
Planejamento e mais Planejamento
IG

Proposta quer preservar micro e pequenos

A proposta de reforma tributária a ser apresentada hoje (22) em comissão especial da Câmara dos Deputados deve preservar e seguir o tratamento reduzido e desburocratizado previsto no Supersimples para as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais.
Esse é o formato do relatório prévio elaborado pelo relator da reforma tributária, deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), em exposição aos integrantes da comissão. Ele quer medir se já pode apresentar o projeto ou deve esperar novas contribuições.
O relatório vai conter o fim do ICMS e de vários tributos, a criação de três novos tributos e a criação de uma nova versão da extinta CPMF (Contribuição Financeira Provisória sobre Movimentação Financeira) para reduzir a carga previdenciária de empresas e empregados.
Hauly afirmou ao DCI que um estudo será contratado para avaliar e adequar o impacto dos efeitos das mudanças nos empreendimentos optantes pelo regime tributário Supersimples, cujas diretrizes inspiraram o projeto.
“Vamos assegurar o tratamento especial determinado na Constituição aos pequenos negócios e na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, inclusive porque eu sou um dos pais dessa legislação”, afirmou.
Segundo o parlamentar, desde que entrou em vigor, em 1º de julho de 2007, o Simples Nacional gerou R$ 543 bilhões para os cofres públicos, descontada a inflação do período, sendo R$ 410 bilhões para a União, R$ 89 bilhões para os estados e R$ 44 bilhões para os municípios.
Hauly foi relator da Lei Complementar nº 123, de 2006, que instituiu a Lei Geral e o Supersimples, e da Lei Complementar nº 147, de 2014, que promoveu as maiores modificações na legislação.
No ano passado, como vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, participou da aprovação da Lei nº 155/2016, que corresponde à última atualização da Lei Geral. Também foi secretário da Fazenda do Estado do Paraná.
Por isso, o deputado tucano defende que a simplificação tributária é um dos eixos principais da sua proposta por reunir oito tributos numa mesma guia de recolhimento, reduzindo a perda de tempo com cálculos dos tributos.
Sem perdas
Hauly foi nomeado relator da comissão em outubro do ano passado, no lugar do deputado Andre Moura (PSC-SE), que já tinha apresentado um parecer preliminar. A proposta de Moura, por falta de acordo, não chegou a ser votada.
Desde o início dessa década, o relator trabalha com uma proposta tributária que elimine a guerra fiscal motivada pela existência de 27 legislações diferentes do ICMS.
Para convencer parlamentares federais, governadores e prefeitos a aderir à proposta, Hauly criou a tese de que “não haverá perdas tributárias para nenhum ente federado pelos próximos cincos anos, com base no percentual da arrecadação própria e com base na média dos últimos dois anos, sem as transferências federais”.
Mesmo assim, o relator vai enfrentar reações fortes contra a proposta dentro da base aliada do governo. O deputado e empresário Alfredo Kaefer (PSL-PR) já adiantou que é contra a recriação da CPMF em qualquer formato.
Em linhas gerais, o relatório prévio propõe a extinção do ICMS e outros tributos, como ISS, IPI, Pis e Cofins. Todos eles seriam substituídos por dois impostos, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e outro, que o relator chama de seletivo, que incidiria sobre determinados produtos. Quanto maior a alíquota do imposto seletivo, menor a do IVA.
Fenacon

RAIS/2017 – Atenção para o Prazo Fina

O prazo para a entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, relativa ao ano de 2016, encerra-se no dia 17/03/2017, e não será prorrogado.
Estão obrigados a declarar a RAIS:
I – empregadores urbanos e rurais, conforme definido no art. 2º da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e no art. 3º da Lei nº 5.889/1973, respectivamente;
II – filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas à pessoa jurídica domiciliada no exterior;
III – autônomos ou profissionais liberais que tenham mantido empregados no ano-base;
IV – órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional dos governos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal;
V – conselhos profissionais, criados por lei, com atribuições de fiscalização do exercício profissional, e as entidades paraestatais;
VI – condomínios e sociedades civis; e
VII – cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas.
O estabelecimento inscrito no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ que não manteve empregados ou que permaneceu inativo no ano-base está obrigado a entregar a RAIS – RAIS NEGATIVA – preenchendo apenas os dados a ele pertinentes.
Base: Portaria MTPS 1.464/2016
Destaques Empresariais

Receita pretende adiar entrega da DCTF de inativas

A obrigatoriedade da apresentação da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) – Inativa vigorou até a declaração relativa ao ano-calendário de 2015, conforme disposto na Instrução Normativa 1.605 RFB/2015, a qual deveria ter sido entregue no período de 2 de janeiro a 31 de março de 2016. A partir de janeiro de 2016, com a extinção da DSPJ – Inativa, as pessoas jurídicas inativas passaram a ser obrigadas apenas à apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), conforme disposto no art. 3º da Instrução Normativa 1.599 RFB/2015.
Na DSPJ, a inatividade era declarada no exercício seguinte, ou seja, uma pessoa jurídica que esteve inativa no ano-calendário de 2015 informou esta condição à RFB na DSPJ – Inativa 2016. Na DCTF, a inatividade é declarada no mês de janeiro de cada ano-calendário, ou seja, as pessoas jurídicas que estiverem inativas no mês de janeiro devem apresentar a DCTF relativa a este mês, informando esta condição, e ficam desobrigadas de apresentar a DCTF a partir de fevereiro. As pessoas jurídicas inativas devem apresentar a DCTF apenas nas hipóteses previstas no inc. III do § 2º do art. 3º da IN 1.599 RFB/2015.
Excepcionalmente para o ano-calendário de 2016, as pessoas jurídicas inativas deveriam apresentar a DCTF relativa ao mês de janeiro até 21 de julho de 2016, ainda que tivessem apresentado a DSPJ – Inativa 2016, conforme disposto no art. 10-A da IN RFB nº 1599/2015.
Uma vez que o PGD DCTF está sendo alterado para simplificar o preenchimento da declaração pelas pessoas jurídicas inativas, incluindo a dispensa da exigência de certificado digital, a transmissão de DCTF sem débitos referente aos períodos de apuração a partir de janeiro de 2017, na versão atual do programa (DCTF Mensal 3.3), está suspensa. O prazo para a apresentação da DCTF relativa ao mês de janeiro de 2017 é até o décimo quinto dia útil do mês de março de 2017, porém, para evitar transtornos, será concedido, em breve, novo prazo para as pessoas jurídicas inativas.
CONTADORES

As principais questões tributárias de 2017 e 2018

As alterações tributárias para o ano de 2017 e 2018 poderão influenciar significativamente as rotinas de qualquer empresa.
A mudança do Simples Nacional, o Bloco K, a obrigatoriedade do EFD Fiscal para as empresas industriais ou equiparadas nos estados do DF e PE, eSocial, EFD Reinf, DCTF Web, entre outras alterações, preocupam tanto empresas como os escritórios de contabilidade.
Com alteração na regra de cálculo do Simples Nacional, vem a preocupação com relação à carga tributária, se ela vai ser reduzida pela nova sistemática, ou se deverá ser feito um planejamento tributário para evitar o aumento da carga tributária.
Muitas vezes quando se percebe que a empresa esteve por muito tempo recolhendo tributos equivocadamente a maior, torna-se necessário entrar com processos de recuperação tributária na esfera administrativa, o que é um processo moroso e desgastante para qualquer empresa. E que pode ser evitado ou, pelo menos, reduzido.
Com a vinda de novas obrigações acessórias, os escritórios de contabilidade terão mais trabalho, e terão de despender mais tempo para o fechamento de cada empresa, isso, com certeza, se refletirá nos honorários, afinal nada mais justo.
Apesar de muito repercutida, a vinda dessas alterações realmente era necessária, o Simples Nacional, já estava com a sua tabela defasada.
Os estados do DF e PE terão uma declaração própria e já consolidada para a apuração do IPI.
O Bloco K forçará as empresas a darem mais atenção ao seu controle de estoque o que gerará mais organização.
E o esocial, EFD Reinf, e DCTF WEB unificarão e tornarão mais dinâmicos os envios de informações ao Fisco.
Cada empresa em cada segmento que atue, precisa rever a sua organização interna para saber como essas alterações irão afetá-las diretamente.
Para isso, deve-se contar com o apoio do contador, que é o profissional mais preparado para auxiliar a empresa neste período de mudança.
Quanto antes às empresas estiverem preparadas, evitarão gastos desnecessários com tributos, que poderão ser reduzidos, ou processos que poderão ser simplificados.
A verdade é que só saberemos como estas alterações influenciarão a vida dos empresários e contadores na prática.
Por isso é necessário investir na capacitação tributária dentro e fora da contabilidade, mas principalmente não temer estas mudanças, pois elas permitirão expandir os horizontes da empresa, ajudando ela a se desenvolver mais e de forma mais organizada.
Contabilidade na TV

Saiba como reconhecer um negócio afundando e o que fazer para evitar falência

De acordo com informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes dos cinco anos de funcionamento.
Segundo Artur Lopes, advogado e consultor de empresas da Artur Lopes & Associados, identificar que sua empresa está passando por um momento de crise é o primeiro passo para tentar solucionar os problemas e evitar uma eventual falência do negócio. “Uma vez que o empresário entende que sua empresa está passando por esse momento é necessário ter firmeza para mudar a situação”, enfatizou.
Posteriomente, para dar continuidade ao processo de recuperação, é importante que a empresa busque ferramentas e conhecimentos que ainda não estavam disponíveis no momento em que a crise foi instaurada.
Também é indispensável que o empresário procure por algum tipo de ajuda que lhe propicie uma intervenção rápida e precisa. Esta medida pode ajudar o empreendedor na missão de se reorganizar com mudanças na operação e na estratégia. “Assim, será possível se manter no mercado e voltar a produzir resultados de maneira sustentável”, disse.
Como identificar?
Alguns profissionais podem ter dificuldade na hora de entender que seu negócio não está indo tão bem quanto poderia. De acordo com o especialista, todos os empresários precisam acompanhar com vigor os indicadores de seu negócio, evitando perder de vista qualquer deslize que a empresa esteja cometendo em algum dos seus setores de trabalho.
“Quando esses indicadores se deterioram, algo não vai bem. Entretanto, várias companhias sequer possuem um repertório de indicadores atualizados e, nesse caso, devem guiar-sepor sinais”, afirmou Lopes.
O especialista acredita que existem alguns pontos específicos que os empreendedores podem observar para saber se a crise está presente em suas empresas. Ele diz que o negócio pode estar afundando quando crise está presente quando acontecem prejuízos sucessivos ou queda acentuada nos lucros, acumulam-se passivos tributários, cresce o endividamento bancário, os fornecedores passam a ser pagos com atraso e os funcionários deixam de receber em dia. “Se qualquer dessas situações ocorrer, há uma crise instaurada”, alertou.
IG – Economia

IPI – Divulgada solução de consulta em hipótese de estorno de crédito pelo executor de industrialização por encomenda

Foi divulgada solução de consulta da Coordenação Geral de Tributação que enfoca a hipótese de estorno de crédito pelo executor de industrialização por encomenda.
Desse modo, na industrialização sob encomenda de terceiros, quando o retorno do produto industrializado para o encomendante for realizado com suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deverá ser anulado mediante estorno na escrita fiscal, o crédito do imposto relativo a matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos pelo executor da encomenda e que tenham sido empregados na industrialização do produto encomendado, ainda que o mesmo seja um produto tributado à alíquota zero, não se aplicando a esta hipótese, as disposições do art. 11 da Lei nº 9.779/1999.
IOB News

Engajando o time na sua visão: na prática, a teoria é outra

Como empreendedor, você tem muita certeza do porquê sua empresa existe e para onde todo mundo está remando. Mas será que o resto do seu time tem essa mesma clareza? Essa é a principal preocupação de Fabiana Salles, fundadora da Gesto, empresa que ajuda na gestão da saúde dos funcionários.
Todo mês ela tem uma reunião com o time para acompanhar os resultados do último mês e falar das perspectivas para o futuro. Uma oportunidade de engajar todo mundo no mesmo propósito que a faz levantar todos os dias da cama.
“NÓS, AQUI NA GESTO, QUEREMOS GARANTIR QUE AS PESSOAS TENHAM ACESSO À SAÚDE. E FAZEMOS ISSO POR MEIO DAS EMPRESAS QUE SÃO RESPONSÁVEIS POR 80% DOS GASTOS NESSE SETOR.”
Para engajar as pessoas do time, é preciso trazer um pouco da realidade e mostrar como o que fazemos todos os dias responde a uma necessidade.
EM UM TIME DE BIG DATA QUE TRABALHA TODOS OS DIAS COM NÚMEROS, ANÁLISES E RESULTADOS DE AUDITORIAS, PODE SER FÁCIL ESQUECER DAS HISTÓRIAS QUE ESTÃO POR TRÁS DA PLANILHA DO EXCEL. E O TRABALHO DE FABIANA É GARANTIR QUE ISSO NÃO ACONTEÇA.
Os mais novos primeiro
É por isso que, para manter o propósito vivo entre os corredores da empresa, a estratégia da empreendedora é começar pela base. Como não é possível parar a operação para conversar com os 50 funcionários, ela cria algumas janelas de reuniões e conversas com pessoas do time, para educar e propagar a cultura, principalmente, entre os estagiários e trainees.
Esse trabalho começa com uma reunião semanal com os mais novos de casa em que é lançado um desafio: um case, um problema que a organização está enfrentando ou um projeto paralelo que eles achem interessante executar. Em uma das vezes, por exemplo, eles tinham que fazer uma pesquisa sobre quem eram os clientes que a empresa atendia: quantos funcionários tinham, quais eram seus valores e o que existia de peculiar e curioso sobre cada um deles. Foi uma forma de aproximar os funcionários da Gesto das empresas que costumam atender. No final, criaram um painel que foi apresentado para a equipe inteira. E que fizeram Fabiana aprender coisas sobre os clientes que nem ela mesma sabia.
Para ela, os mais jovens assimilam, absorvem e multiplicam a cultura de um jeito mais rápido. Por terem pouca experiência profissional, eles são mais abertos e conectados com o propósito da empresa. Além disso, os estagiários trazem uma visão complementar à das lideranças tanto de processos e clientes, como de resultados.
Acelerar sem deixar a cultura se perder pelo caminho
“A gente está crescendo com uma velocidade alta e, nesse caminho, criar, multiplicar e absorver culturas é um desafio gigante. Ninguém entra em uma empresa uma folha em branco. Por isso, cada pessoa nova que entra dá um movimento diferente para a sua música. Se for bem capitalizado, gera um grande valor.”
No dia a dia, como a empreendedora lida com o desafio de crescer sem perder a cultura que fez a empresa ser o que é? Na visão dela, existem duas preocupações que não podem se perder de vista: criar um núcleo forte de guardiões da cultura e cultivar um ambiente de comunicação aberta.
Núcleo de guardiões da cultura
A empreendedora acredita que a cultura evolui à medida em que chegam novas pessoas. Mas é preciso criar um núcleo de funcionários que concentram os pilares e o core do que é entendido como a cultura e os valores da organização. O mais interessante é que, na Gesto, esse núcleo não é formado por lideranças ou pessoas que ocupam altos cargos, mas sim por trainees e estagiários. Os mesmos que passam uma hora por semana com Fabiana conversando, resolvendo cases, desafios e projetos.
Assim, quando entra uma pessoa nova, ela logo é contagiada por esse núcleo mais forte de pessoas jovens que transferem a cultura de um jeito natural, sem impor pela autoridade. Elas nutrem e solidificam o que é a essência da Gesto, ajudando a disseminar por todos os cantos e corredores o propósito e a visão.
De portas abertas sem ter uma sala própria

Além disso, criar um espaço aberto de comunicação é prioridade para Fabiana.
“EU SOU EXTREMAMENTE ACESSÍVEL, NEM PORTAS EU TENHO PARA VIVEREM ABERTAS. TRABALHO AO LADO DO MEU TIME, SEM SALA PRÓPRIA.”
Com atitudes assim, a mensagem é clara: a qualquer momento, qualquer um pode falar com ela. E quando perguntamos se isso não toma bastante tempo, o que ela responde é: “Eu não deveria fazer outra coisa no meu dia. Queria mesmo é que eles viessem mais vezes.” Mas, ser aberto assim é atitude que não tem distinção de cargos, áreas ou tempo de empresa: “Se você diz que tem tempo pra um e não tem tempo para o outro, começa a fechar as portas”.
Nesse ambiente de total transparência e liberdade, a atmosfera é perfeita para incentivar o trabalho colaborativo. Tanto que uma das áreas começou a experimentar recentemente o modelo de gestão que troca o chefe pela autonomia do grupo: a holocracia. Nesse modelo, a autoridade e tomadas de decisão são distribuídas por equipes auto-organizadas com maior nível de empoderamento e sem a figura do gestor.
Experimentando na prática uma gestão sem chefes
Quando a gerente comercial abraçou uma oportunidade e se despediu da Gesto, Fabiana reuniu os 7 vendedores do time e apresentou as opções que tinham: escolher alguém de dentro, trazer alguém de fora ou experimentar o modelo de holocracia. Esse último já era algo que Fabiana vinha pensando bastante nos últimos tempos e via que aquele era o time ideal para começar os testes. Foi então que o time escolheu a última opção.
Apesar do experimento ter começado a rodar há algumas semanas, Fabiana já tem observado uma mudança significativa no comportamento do grupo. Para ela, o principal ganho está na autoconfiança do time. Quem trabalha com vendas não pode ser muito dependente de um líder ou de outra pessoa, precisa ganhar segurança, autoconfiança e ter mais iniciativa. E é exatamente isso que a holocracia está fazendo eles exercitarem.
O que antes era terceirizado ou adiado é resolvido com mais autonomia e rapidez. O time está passando por uma amadurecimento acelerado e a Fabiana entra na roda como parte do sistema, sem exercer autoridade. Esse é um caminho natural para o que ela acredita ser o futuro da gestão: a liderança compartilhada. Nela, o líder é parte do todo e não aquele que resolve tudo. Ele resolve com a ajuda do grupo, convivendo e com a responsabilidade compartilhada.
O Sonho Grande que tem tirado o sono
Com o porquê cada vez mais forte e presente no dia a dia da Gesto, na boca dos funcionários e no coração de Fabiana, não faltam planos de como fazer para chegar lá. O que mais tira seu sono é saber como fazer o que já faz de um jeito mais rápido, com mais impacto em um menor espaço de tempo.
Para tentar resolver essa equação, ela não gasta uma hora por dia pensando a respeito. Pelo contrário. Cada experiência que vive, cada novo serviço que consome, cada conversa que tem, independentemente do assunto, sempre encontra um gancho para falar ou refletir melhor sobre o negócio que está construindo: novos modos de fazer, um jeito diferente de olhar para um problema, uma referência de execução que ela nunca tinha visto…A Fabiana não para pra refletir sobre o propósito da Gesto em um momento do dia porque o propósito está dentro dela o tempo todo.
Endeavor

Quase 200 mil empresas devem o FGTS de seus funcionários e ex-funcionários

Cerca de 7 milhões de trabalhadores não tiveram depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incluindo contas ativas e inativas, feitos corretamente por seus empregadores. São 198,7 mil empresas devedoras de depósitos de FGTS, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
Com isso, muitos trabalhadores que quiserem sacar o saldo do FGTS de uma conta inativa podem ter problemas. Só em São Paulo, são 52,8 mil empresas devendo depósitos no FGTS de seus empregados e ex-empregados, em um total de R$ 8,69 bilhões em débitos. No Rio de Janeiro, as dívidas chegam a R$ 4,1 bilhões, distribuídos entre 27,7 mil empresas inadimplentes.
De acordo com a procuradoria, só em inscrições de empresas na dívida ativa, existe um débito de R$ 24,5 bilhões. Contudo, nem todas as empresas listadas entre as devedoras estão inscritas na dívida ativa, ou seja, o valor desse débito é maior. Uma empresa só é inscrita na dívida ativa quando não faz acordo com o Ministério do Trabalho, ou fazer o acordo, mas não o cumpre.
O rombo nas contas dos trabalhadores poderia ser ainda maior. Entre 2013 e 2016, a Procuradoria da Fazenda conseguiu recuperar R$ 466,9 milhões, efetuando a cobrança junto às empresas.
Caso o trabalhador verifique que a empresa para a qual trabalha ou trabalhou não fez os depósitos corretamente, ele deve procurar a própria empresa. Outra dica é ir a uma Superintendência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. O ministério é o órgão responsável pela fiscalização dos depósitos nas contas do FGTS dos trabalhadores.
ADMINISTRADORES

Empresas do Simples Devem Entregar a DCTF?

Estão obrigadas à entrega da DCTF as ME e as EPP enquadradas no Simples Nacional que estejam sujeitas ao pagamento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), nos termos dos arts. 7º e 8º da Lei 12.546/2011, na qual deverão informar os valores relativos à referida contribuição.
A partir de 31.05.2016, por força da publicação da IN RFB 1.646/2016, também deverão ser informados os impostos e contribuições, devidos na qualidade de contribuinte ou responsável (como o IRF sobre a Folha de Pagamento).
Também devem entregar a DCTF as pessoas jurídicas excluídas do Simples Nacional, quanto às DCTF relativas aos fatos geradores ocorridos a partir da data em que a exclusão produzir efeitos.
Nesta hipótese, não deverão ser informados na DCTF os valores apurados pelo Simples Nacional.
O enquadramento da pessoa jurídica no Simples Nacional não dispensa a apresentação das DCTF referentes aos períodos anteriores a sua inclusão no regime.
Bases: Instrução Normativa RFB 1.599/2015 e Instrução Normativa RFB 1.646/2016.
Blog Guia Tributário